A fraude foi detectada no âmbito da prova de vida, lançada pelo Governo em 2015. O processo permitiu encontrar cerca de 30 mil pessoas a receber salários por funções que não exerciam, permitindo a sua retirada dos sistemas de pagamento.

Segundo o Executivo, o Estado foi defraudado em 220 milhões de Euros. Para a Administração do Estado a quantia alimentou redes de corrupção no país. A gestão central pretende, através destas operações, conter a despesa pública. Os salários representam mais de metade das receitas fiscais de Moçambique.

No primeiro semestre do ano, as autoridades instauraram 762 processos disciplinares contra funcionários e agentes do Estado por práticas irregulares. O Governo ainda não decidiu se vai comunicar os casos ao Ministério Público, mas anunciou que estão a decorrer investigações sobre os mesmo.

A Procuradoria Geral da República tem entre mãos mais de 900 processos contra agentes do Estado, nomeadamente gestores de topo, por envolvimento em actos corruptos e desvio de fundos.

No entanto, o número não expressa a realidade da corrupção e do compadrio na Administração e nas Empresas públicas, segundo organizações independentes moçambicanas.

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