As urnas abriram quando eram seis horas da manhã em Lisboa, sete em Maputo. O inicio da votação foi marcados por diversos incidentes, à semelhança do que aconteceu na campanha, não obstante todos os partidos apelarem para que a votação seja pacifica. O caso mais grave ocorreu na ilha de Moçambique, onde as mesas de votos estiveram paralisadas devido a escaramuças entre membros das mesmas.

No seu primeiro ponto de situação, a Comissão Nacional de Eleições de Moçambique referia-se a uma participação “enorme”, mas sem “grandes problemas”.

De facto, as televisões têm mostrado a existência, por todo o país, de longas filas de pessoas esperando a sua vez de votar, bem como o descontentamento de idosos pela espera e por não lhes estar a ser dada prioridade, como a Lei estabelece.

Os eleitores moçambicanos escolhem não só o Presidente da República, mas também os deputados nacionais e órgãos provinciais. Da consulta para as Assembleias de Província vão sair os Governadores de 10 Províncias do país, o que sucede pela primeira vez. Maputo fica de fora por ter um estatuto especial.

A estas Eleições apresentam-se 26 partidos, mas apenas Frelimo, Renamo e MDM concorrem em todos os círculos eleitorais de Moçambique. A estas forças políticas  junta-se o candidato do AMUSI à Presidenciais.

Para Além de Mário Amusi, concorrem à Chefia do Estado Filipe Nyusi, o actual detentor do cargo e representante da Frelimo; Ossufo Momade, da Renamo; Daviz Simango, do MDM e Mário Albino do, AMUSI.

Dez mil observadores estão credenciados para fiscalizarem estas Eleições. No entanto algumas organizações não governamentais queixam-se que o STAE está a dificultar o acesso dos seus representantes a Assembleias de Voto, nomeadamente na Província de Gaza. Nesta situação encontram-se observadores do Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil, bem como da VISECO, JOINT, AMODE e FONGA.

Daí que a oposição exija das autoridades e órgãos eleitorais condições de liberdade, transparência e justiça.

O Presidente da Renamo manifestou, após ter votado, que não aceita “resultados eleitorais manipulados”, lembrando que a viciação dos mesmos esteve na base da guerra civil que o país tem vivido, desde a sua independência, em 1975.

Para votar, o cidadão deve apresentar-se nas mesas de voto, do local onde se recenseou, até às 18 horas locais, munido do seu cartão de eleitor ou, na sua falta, Bilhete de Identidade, Passaporte, Carta de condução, e ainda Cartões de trabalho, Estudante ou de Desmobilizado.

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