A RENAMO e o MDM querem que as eleições, que decorreram a 15 de outubro, sejam repetidas. Os eleitores moçambicanos foram chamados às urnas para votar em eleições Presidenciais, Legislativas e provinciais, pela primeira vez escolheram os governadores das diferentes regiões do país.

Em conferência de imprensa, o secretário-geral da Renamo falou em fraude eleitoral, a favor da FRELIMO, o partido no poder. André Magibire afirmou, aos jornalistas, que alguns eleitores traziam "boletins de voto já assinalados a favor do partido FRELIMO e do seu candidato, antes de entrar na sala de votação", pelo que pede um novo escrutínio supervisionado por "entidades idóneas".

A Resistência Nacional Moçambicana considera ainda que a forma fraudulenta como decorreu a votação é uma violação do acordo de paz assinado entre os dois principais partidos do país, acusando a Frente de Libertação de Moçambique de ter promovido a violência e a referida fraude. Um dos pontos que consta do documento assinado em agosto último é que as partes devem abster-se de "praticar atos de violência e intimidação na prossecução de objetivos políticos".  

"Houve prisões arbitrárias de delegados de candidatura e de eleitores que tentassem reclamar do que quer que fosse. (...) A polícia agiu como se da polícia da FRELIMO se tratasse", afirmou André Magibire.

Já o MDM rejeita também os resultados que dão a vitória à FRELIMO. O Movimento Democrático de Moçambique considera igualmente que as eleições foram "fraudulentas", mas vai mais longe. Para o terceiro partido com assento parlamentar elas foram as "mais violentas da história do país".

Outros partidos, sem assento parlamentar, como o Ação do Movimento Unido para Salvação Integral contesta os resultados preliminares em Nampula, por motivos idênticos ao referidos pelas duas formações da oposição parlamentar.

As Nações Unidas estão "de olho" na tensão que se vive em Moçambique. Em comunicado, o secretário-geral da ONU, António Guterres pede aos líderes políticos e aos moçambicanos que trabalhem juntos para consolidar a paz e a estabilidade no país.

De acordo com a Comissão Nacional de Eleições de Moçambique, e são ainda resultados provisórios, Filipe Nyusi venceu as Presidenciais com mais de 73 por cento dos votos, quando estão contados 61.56%. Em segundo lugar está o candidato da RENAMO, Ossufo Momade, com cerca de 21 por cento. Em terceiro, com menos de cinco por cento, David Mbepo Simango do MDM.

As Legislativas foram também vencidas pela FRELIMO. Resultados parciais dão, para já, cerca de 75 por cento dos votos à formação que estava já no poder. Contra menos de 18 por cento para a RENAMO e de cerca de cinco para o MDM. Estão ainda apurados apenas 46.89 por cento dos votos numas eleições em que a abstenção foi elevadíssima.

Nas eleições provinciais a vitória da FRELIMO, e mais uma vez de acordo com a Comissão Nacional de Eleições, é clara.

 

(Foto: @CNE.STAE.Mocambique)

 

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