A unidade, a primeira em Moçambique, localiza-se na vila de Marracuene, nos arredores de Maputo.
O organismo, integrado no Museu Nacional de Geologia, vai preparar fósseis, formar cientistas moçambicanos e divulgar o património paleontológico do país.
O Laboratório de Paleontologia resulta de projecto de investigadores portugueses e moçambicanos. O PalNiassa visa preservar o património paleontológico moçambicano e divulga-lo junto dos cidadãos do país.
O programa integra quatro cientistas portugueses, Ricardo Araújo e Rui Martins, do Instituto Superior Técnico, Rui Castanhinha, do Museu da Lourinhã, e Gabriel Martins, do Instituto Gulbenkian de Ciência.
As expedições no âmbito do PalNiassa iniciaram-se há sete anos. Até ao momento já se realizaram seis.
Todos os anos toneladas de fósseis têm sido descobertos por paleontólogos portugueses e estudantes moçambicanos, sobretudo na remota província do Niassa.
A maioria dos fósseis é de animais que habitaram o nosso planeta há mais de 250 milhões de anos, quando só existia um continente, denominado pelos cientistas, Pangeia
O acervo encontrado até aqui pelos investigadores carecia de centro de estudo, que agora está constituído e a funcionar.
O Estado Moçambicano custeia a construção e os equipamentos do Laboratório de Paleontologia.
As instituições portuguesas envolvidas no projecto, contribuíram para a formação do pessoal que o integra
A sua criação começou a ser esboçada em 2012 e a construção arrancou no início do ano.
Está concluída a primeira de duas fases. Num espaço provisório foram instalados os equipamentos, nomeadamente para a preparação de fósseis.
Terminada a segunda fase, os equipamentos serão transferidos para o edifício principal do complexo, e o actual, onde estão os equipamentos, será convertido em residência para estudantes e estagiários.
O laboratório vai ter salas para preparação química e mecânica dos fósseis, para fazer moldes e réplicas, para armazenar os blocos de pedra com os fósseis e, uma zona de reservas, o local onde os fósseis são depositados quando ficam prontos para estudo.
Neste momento, já tem equipamentos para preparar fósseis de crânios e de esqueletos quase completos.
Numa fase mais avançada, o laboratório será visitável e poderá ver-se os fósseis preparados e compreender o espectacular património paleontológico moçambicano.
Pretende-se que este espaço sirva como centro de divulgação científica.






