O Papa Francisco abandonou ontem, à tarde, Portugal num avião da companhia aérea portuguesa TAP, batizado de "Grão Vasco". Para trás deixava mensagens de esperança, escrita nas redes sociais:
"Sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do carinho". (...) "Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir: mostrai-nos Jesus". (...) "Aqui em Fátima louvo a Cristo, nossa paz, e para o mundo peço a concórdia entre todos os povos". (...) "Peço a todos para unirem-se a mim, como peregrino da esperança e da paz: que as vossas mãos em oração continuem a apoiar as minhas".
Foram cerca de 24 horas de intensas atividades, cronometradas quase ao segundo. A visita papal começava pouco depois das 16h de sexta-feira e terminava depois das 14h de sábado. Durante perto de 22 horas Francisco encontrou-se com as mais altas instâncias portuguesas, as católicas também, participou na cerimónia de bênção das velas, canonizou os Pastorinhos Francisco e Jacinta Marto, os mais jovens santos não-mártires da Igreja Católica, e celebrou missa perante milhares de fiéis vindos dos quatro cantos do mundo, incluindo da maioria dos países de expressão portuguesa.
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Na viagem de regresso a Roma, o Sumo Pontífice da Igreja Católica mostrou-se satisfeito com o facto de se ter feito coincidir a conclusão do processo de canonização de Francisco e Jacinta Marto com a sua Peregrinação, foi “uma felicidade muito grande”, afirmou aos jornalistas que o acompanharam durante o voo. Francisco fez ainda questão de frisar que tudo o que havia a dizer sobre o Segredo de Fátima foi, “claramente”, explicado, em 2000, pelo Papa emérito Bento XVI, na altura cardeal Joseph Ratzinger, responsável pela Congregação para a Doutrina da Fé. |
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