As custas das defesas oficiosas eram suportadas pela Ordem dos Advogados do país, desde 2015. Cansados de esperar pelo Estado, os responsáveis pela instituição, nomeadamente a sua Presidente, decidiram suspender esse financiamento.
A medida afecta os mais desfavorecidos que não têm condições para pagar a um advogado.
Para a Ordem dos Advogados de São Tomé o acesso dos cidadãos mais carenciados à justiça é da responsabilidade do Estado que admite que é um direito constitucional.
Como não quer pagar e a instituição que regula a advocacia não o pode continuar a fazer, tem de ser o Estado a assumir esse custo.
Tem havido contactos com o Governo nesse sentido mas tem, segundo a organização, feito orelhas moucas.
Nesse contexto, cansados de espera, os advogados decidiram suspender o financiamento das defesas oficiosas, que saia das suas quotas.
Este “desvio de dinheiro” impedia a Ordem de concretizar os seus projectos.






