O Orçamento de Estado é o novo motivo para essa disputa, que decorre desde a vitória, com maioria absoluta, da coligação envolvendo CNRT, PLP e KHUNTO. O Chefe de Estado está a ouvir de dirigentes partidários, representantes de igrejas e de organizações sociais com o intuito de vetar o documento de gestão do país.

Se tal vier a acontecer, o diploma terá de baixar, ao Parlamento, para ser votado de novo. Para ser aprovado, terá de contar com o apoio de dois terços dos deputados, agregado que a Aliança de Mudança para o Progresso de Timor não dispõe.

Nestas circunstâncias, Francisco Guterres deverá convocar novas eleições, as terceiras em menos de um ano, tendo como objectivo a mudança da maioria que governa o país.

O dirigente histórico da FRETILIN convocou Legislativas antecipadas depois do Executivo minoritário do seu partido ter caído, por força da moção de censura aprovada pela maioria parlamentar e de ter recusado dar a possibilidade, à oposição, de constituir Governo.

Depois da consulta, ganha por estas forças, o Presidente recusou-se a dar posse à maior dos Ministros propostos pelo Chefe do Executivo, impedindo que governasse.

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