Há 21 anos que os Sindicatos não convocavam uma greve geral no Brasil. De acordo com os dados que possuímos, esta vai ser a maior paralisação dos últimos 20 anos.

A acção contra as políticas do Governo de Michel Temer conta a adesão de mais de uma dezenas de classes profissionais, desde médicos a agentes de segurança, passando por Juízes, advogados, bancários e professores, entre outras. 

A Classe Média, atacada pelas reformas do Presidente, vai aderir em força à iniciativa.

A luta conta com o apoio da Igreja Católica. Os fiéis foram mesmo convocados para se manifestarem contra as reformas do executivo de Brasília. Os movimentos sociais Povo Sem Medo e Brasil Popular também a patrocinam.

A greve foi convocada pelas Centrais dos Sindicatos Brasileiros; Única dos Trabalhadores; Sindical e Popular; dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil; Nova; Geral dos Trabalhadores do Brasil, bem como pela União Geral dos Trabalhadores; Intersindical e Força Sindical. 

A paralisação apanha o poder brasileiro a braços com vários escândalos, dos quais se destaca a operação Lava Jato, para além da crise económica e financeira que afecta o o país e que levou à “falência” os Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

As Leis contestadas, sobretudo a do Trabalho e da Segurança Social, foram aprovadas, ontem, 26 de Abril, pelo Congresso. A favor votaram 296 deputados e 177 contra. A legislação passa agora, para análise e votação, ao Senado.

De acordo com o instituto Vox Populi, a reforma da Segurança Social é rejeitada por 93 por cento dos brasileiros. A pesquisa foi encomendada pela Central Única dos Trabalhadores .

Os Sindicatos, que representam mais de 10 milhões de trabalhadores, estimam que esta será a maior greve dos últimos 30 anos.

 

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