Onze organizações não-governamentais guineenses (AD, ALTERNAG, Cabaz diTerra, AMIC, DIVUTEC, EDEC, KAFO, Palmeirinha, RENAJ, Voz di Paz e Tiniguena) concluiram que a instabilidade no país, associada, entre outras coisas, à «tendência crescente de competição entre as ONGs», tem vindo a enfraquecer e a fragilizar as instituições da Guiné-Bissau. 

As mudanças – internas, com a intensificação e aceleração de ciclos de instabilidade política, económica e social e externas, com as «profundas alterações no mundo da cooperação para o desenvolvimento - não têm sido benéficas para estas entidades que tentam sobreviver para ajudar as populações. 

Num documento que saiu de um encontro que decorreu no passado dia 31 de maio, sob o tema “25 Anos depois da criação das primeiras ONGs guineenses: balanço, desafios e perspetivas”, estes organismos explicam que o aumento da competição entre este tipo de estruturas internacionais e as guineenses, no acesso aos fundos, acaba por prejudicar as segundas e beneficiar as primeiras pelas «exigências, complexidade e burocracia». Estas entidades acreditam que este favorecimento se deve ao facto das organizações internacionais serem consideradas «mais capazes de apresentar propostas com qualidade» e de darem «maiores garantias de assegurar a gestão requerida das subvenções acordadas». 

A conclusão é que as organizações guineenses acabam por converter-se em «simples executoras de projetos liderados pelas suas congéneres do Norte, contribuindo assim para corroer as relações entre elas, que deixam de ser de parceria para se transformar em subalternização, através de processos de subcontratação». 

Ainda assim, no documento divulgado pelo grupo, fica claro que a evolução, desde a criação da primeira ONG no país até aos dias de hoje, é positiva. «Estas organizações conquistaram a confiança e o respeito dos seus parceiros a nível local, nacional e internacional, afirmando-se como atores incontornáveis dos processos de desenvolvimento participativo e de construção democrática na Guiné-Bissau. Para além disso conseguiram sobreviver às várias crises pelas quais o país passou ao longo dos anos. 

No final do encontro, as instituições presentes decidiram, entre outras coisas, centrar os seus esforços num processo que leve «à criação a curto prazo, de um espaço de concertação, sinergias e solidariedade entre ONGs nacionais».

Comentar

{{#image}}
{{/image}}
{{text}} {{subtext}}

Notícias Recentes

CEDEAO quer fim de contenda eleitoral

A Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, que ...

Guiné-Bissau    12 fevereiro 2020

Novo governo moçambicano toma posse

Tomou posse, dois dias depois da investidura de Filipe Nyusi...

Moçambique    18 janeiro 2020

Filipe Nyusi toma posse para um segundo mandato

Filipe Nyusi tomou posse, esta quarta-feira, para um segundo...

Moçambique    16 janeiro 2020

Umaro Sissoco Embaló eleito Presidente da Guiné-Bissau

O candidato do MADEM ultrapassou Domingos Simões Pereira por...

Guiné-Bissau    01 janeiro 2020

Guineenses votam para Presidente da República

Os eleitores da Guiné-Bissau encolhem entre Domingos Simões ...

Guiné-Bissau    29 dezembro 2019