No relatório apresentado esta terça-feira em Nova Iorque a Organização das Nações Unidas recomenda a manutenção das sanções contra a Guiné-Bissau. 
 
No documento pode ler-se que: "ainda que significativo, o progresso feito na Guiné-Bissau na sequência das eleições de 2014, através da formação de um governo legítimo, inclusivo e democrático", este "tem sido largamente invertido" devido às três sucessivas mudanças de governo e ao período prolongado de "paralisia política" que "resultaram num "enfraquecimento das instituições do Estado ao longo dos últimos 12 meses". 

Para a ONU esta situação levou à suspensão da implementação de reformas prioritárias chave nos setores da defesa, segurança e judicial e afetou, negativamente, a prestação de serviços básicos. As Nações Unidas explicam que o ambiente político incerto reduziu a confiança dos dadores e investidores. 
 
A ONU explica que desde o anterior relatório, o estado de crise política persiste no país o que tem "afetado, profundamente, o funcionamento das instituições do Estado e minou os progressos na implementação das reformas nacionais, bem como as perspetivas socioeconómicas do país. O país está a passar por um período de paralisia política, que criou um sentimento de profunda frustração e deceção" tanto nos guineenses como nos atores internacionais. 
 
O anterior relatório tinha já recomendado a manutenção das sanções das Nações Unidas, segundo o novo documento, estas "permanecem válidas e são relevantes devido à deterioração da situação política na Guiné-Bissau".

No relatório a ONU explica que durante este período de instabilidade política "o Conselho de Segurança manteve-se activamente empenhado e respondeu, consistentemente, aos desenvolvimentos políticos chave, na Guiné-Bissau, expressando preocupação com as tensões políticas e apelando ao respeito continuou pelo Estado de Direito".

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