Militares armados invadiram, na última noite, o restaurante onde decorria o lançamento da nova coligação da oposição "Juntos Podemos", em Malabo, a capital da Guiné Equatorial. 

Em comunicado o partido Convergência para a Democracia Social (CPDS) explica que dois jornalista presentes, um deles seria da agência France Press, que estaria a fazer a cobertura da apresentação, foram "repreendidos" e os "cartões de memória das suas câmaras foram removidos", adianta o documento.

Os meios de comunicação locais falam em detenções, entre elas a dos dois jornalistas, mas a informação não está confirmada. Relatam ainda a apreensão de, pelo menos, um telemóvel, de um participante no evento.

A coligação eleitoral, para as próximas Autárquicas e Legislativas, é composta pelos partidos CPDS, União de Centro Direita (UCD) e apoiada por outros grupos políticos e dissidentes.

O CPDS adianta ainda, mas na sua página do Facebook, que o evento tinha já terminado:

"Foi apresentada hoje a Coligação Eleitoral JUNTOS PODEMOS, acto que aconteceu no restaurante 4 Ases, em Malabo. A polícia irrompeu para parar um ato que já tinha sido concluído com êxito. O regime sente-se encurralado, acentuando mesmo, se assim se pode dizer, a sua irracionalidade".

A Guiné Equatorial é independente, de Espanha, desde 1968. Considerado um dos países mais repressivos do mundo, pelas constantes detenções e tortura, de dissidentes, o país é governado, desde o golpe de Estado de 1979, pelo presidente Teodoro Obiang Nguema. Apesar da situação difícil, em termos sociais e Direitos Humanos, a Guiné Equatorial é um importante produtor de petróleo.  

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