O candidato do MADEM ultrapassou Domingos Simões Pereira por pouco mais de sete por cento. O representante do PAIGC obteve 46,45 por cento dos votos expressos.

Umaro Sissoco Embaló ficou à frente em seis dos 10 círculos eleitorais do País, nomeadamente em Pombali, Quinara, Oio, Bafatá, Gabu e Cacheu.

Na primeira volta das Presidenciais, Domingos Simões Pereira superou o seu adversário por mais de 12 por cento, com 40,13 para o primeiro e 27,65 para o segundo.

O vencedor das eleições de domingo contou, na segunda volta, com o apoio da maioria dos candidatos derrotados.

Os resultados da segunda volta das Eleições Presidenciais não são pacíficos, Domingos Simões Pereira considera que não os pode “aceitar”. Tendo assumido já que os vai impugnar, por estarem “profundamente impregnados de irregularidades, de nulidades, de manipulações”.

O candidato afirma a existência de “roubo escandaloso”, através da compra de votos em zonas onde o número de eleitores superou o número dos inscritos nos cadernos eleitorais.

Na hora da celebração da vitória Umaro Sissoco Embaló assumiu-se como “um Presidente da concórdia” e “um homem de rigor, de disciplina, de combate à corrupção e à droga”.

Adoptando – pela primeira vez, um tom conciliador – referiu estar preparado para trabalhar com Domingos Simões Pereira.

A pretensão expressa parece, aos analistas políticos, difícil de atingir, dado que se o acordo que firmou com o líder da APU vingar, o governo dirigido pelo PAIGC cairá. Isto porque Nuno Nabian aceitou apoiar Umaro Sissoco Embaló tendo como contrapartida a formação de um Governo chefiado por si.

A Guiné-Bissau é governada por uma coligação envolvendo PAIGC, APU, UM e PND. Caso o segundo destes partidos deixe a coligação, o Executivo chefiado por Aristides Gomes perde suporte parlamentar. Por outro lado, o Primeiro-Ministro anunciara, antes das Eleições, que se demitiria se Domingos Simões Pereira não fosse eleito.

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