José Mário Vaz levou por diante a sua vontade de retardar as Eleições Legislativas. Depois de ouvir todos os partidos políticos guineense, mais de 40, marcou aquelas eleições para 10 de Março.
O Primeiro-Ministro, no âmbito das suas incumbências específicas, já tinha ouvido as forças políticas do país, tendo sugerido ao Chefe de Estado o dia 17 de Fevereiro por considerar que nessa altura estariam criadas todas as condições para a votação. Como segunda data apontou o dia 24 do mesmo mês e, como última, a escolhida pelo Presidente.
Os parceiros internacionais da Guiné-Bissau expressaram, antecipadamente, a vontade de realização no mais curto espaço de tempo, enquanto que a Comunidade da África Ocidental apontou a data de 29 de Janeiro.
A organização, perante as medidas dilatórias do processo, exigiu a marcação da consulta até ao dia 22, antes da sua reunião de Chefes de Estado e de Governo, o que foi cumprido por José Mário Vaz.
As Eleições legislativas estavam marcadas para 18 de Novembro e foram adiadas devidos a atrasos no processo de registo de Eleitores. Quando o registo de eleitores estava a chegar ao ser términos, os partidos que têm apoiado as decisões do Presidente da República, lançaram a suspeição sobre o processo, motivo que o Ministério Público aproveitou para o suspender.
Perante esta situação, a Comunidade Internacional veio exigir bom senso e a retoma do processo, o que foi acatado de imediato.
O Chefe de Estado Guineense nunca escondeu a sua oposição à realização das Legislativas em 2018, ao contrário do que estabelece a Constituição do país, tendo defendido a sua realização em finais do próximo ano, em simultâneo com as Presidenciais.
José Mário Vaz também desenvolveu uma luta institucional com o partido vencedor das últimas Eleições para o Parlamento, tendo optado por Governos da sua iniciativa que nunca conseguiram passar na Assembleia.

