O Comandante guineense, conhecido por Manecas dos Santos, foi libertado ontem, depois de 24 horas encarcerado, mas com termo de identidade e residência. A decisão foi tomada depois deste ter sido ouvido pelo magistrado do Ministério Público.
Quem considera a situação inaceitável é o Bastonário da Ordem dos Advogados, que já pediu ao Presidente da República, José Mário Vaz, a demissão do Procurador-Geral da Guiné-Bissau.
Para Basílio Sanca, o Procurador-geral, António Sedia Man, cometeu um ato que lesa, gravemente, um Estado de direito e que merece repúdio total, ao usar o aparelho judicial para proveitos político:
"Exigimos a demissão do Procurador-geral da República porque não tem competências técnicas e profissionais para dirigir o Ministério Público, com autonomia e integridade e nada em prol da construção de um estado de direito que garanta os Direitos Humanos", afirmou o Bastonário em conferência de imprensa.
Manecas dos santos foi detido depois de numa entrevista a um jornal português ter dito que estaria eminente um golpe de Estado no país.
(Foto: @YannickVieira)

