Menos de seis meses depois dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, no Brasil, o novo Estádio do Maracanã, que recebeu as cerimónias de abertura e encerramento do evento, está quase ao abandono, como se pode ver nas várias publicações colocadas nas redes sociais.
 
O último evento que ocorreu no local foi o jogo de futebol das Estrelas de Zico, que decorreu a 28 de dezembro, depois disso a infraestrutura foi assaltada. De acordo com a polícia, foram roubados, e entre outras coisas, os bustos de cobre do jornalista Mário Filho e de Ângelo Mendes de Moraes, o autarca do Rio de Janeiro quando o estádio foi inaugurado, em 1950.
 
Nas redes sociais, nos meios de comunicação brasileiros, multiplicam-se as imagens que mostram o estado em que o Maracanã se encontra. O relvado verde desapareceu, várias cadeiras foram arrancadas, não há energia elétrica.O Maracanã é administrado pelo Consórcio Maracanã, gerido pela Odebrecht, que pediu a rescisão do contrato de exploração do espaço. Mas o jogo de ping-pong entre o consórcio e as autoridades brasileiras faz com que a situação não se resolva. Os gestores do estádio dizem que o Comité Olímpico se responsabilizou por entregá-lo em boas condições, com as reparaçóes feitas, depois do evento. O Comité está "atolado" em dívidas, em outubro de 2016 o Globo Esporte falava em 20 milhões de reais, cerca de 8 milhões de euros, de dívidas a fornecedores, e o Estado brasileiro não está interessado em ajudar, financeiramente, a resolver o problema. A situação terá de ser resolvida pelos tribunais.
 
A Federação de Futebol do Rio de Janeiro mostra-se também indignada com a situação daquele que já foi a "catedral" do futebol brasileiro:
 

"(...) A preocupação com o presente e o futuro do estádio só aumenta. Depois de convidar os clubes para debater a utilização do templo do futebol no próximo dia 17, às 15h, a FERJ alerta o poder público para prover segurança ao estádio para evitar um saqueamento e sucateamento do maior palco mundial do futebol. "Se não houver intervenção imediata do governo para impedir os saques e a destruição do Maracanã, talvez de nada adiante a nossa reunião do dia 17".

Nas redes sociais escreve-se que o estádio está fechado e que não pode ser visitado pelos turistas.

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