A primeira avaliação ao programa do Fundo Monetário Internacional para a Guiné Equatorial terminou de forma positiva para o país. De acordo com Lisandro Ábrego, chefe de missão do referido organismo para o país, e depois de uma visita a Malabo que terminou ontem, a Guiné Equatorial está a fazer progressos no que diz respeito ao seu programa de reformas estruturais.
"(...) a missão e as autoridades concordaram que a forte implementação, continuada, da estratégia governamental de reformas é essencial para ajudar a estabilizar as finanças públicas, conter a subida da Dívida Pública e lançar as bases para um crescimento sustentável e inclusivo, no contexto de uma economia diversificada", sublinhou o referido responsável.
Ainda assim, Lisandro Ábrego alerta para a necessidade de se prestar especial atenção aos mais desprotegidos:
"(...) é importante proteger os pobres e os mais vulneráveis de quaisquer efeitos adversos do ajustamento económico e, de uma forma geral, fortalecer a proteção social".
Notas animadoras, no entanto o Fundo Monetário Internacional mantém que as perspetivas económicas, no curto prazo, são difíceis, mesmo tendo o setor não petrolífero mostrado sinais de recuperação. A tónica continua na queda na produção de pretróleo, que faz com que o crescimento económico global siga em terreno negativo.
O FMI propõe, e entre outras coisas, que o "fortalecimento da moldura de gestão das finanças públicas para garantir disciplina orçamental" e o lançamento do processo de auditorias às empresas públicas de hidrocarbonetos.





