Taur Matan Ruak considera que a despesa inscrita no documento é necessária para melhorar as condições de vida. Esta é a resposta do Chefe do Governo a todos aqueles que têm classificado o valor inscrito nesse item como “excessivo”.

O executivo inscreveu 1,8 mil milhões de euros na rubrica, levantando um coro de críticas de todas as bancadas parlamentar, nomeadamente das que o apoiam. A maioria dos deputados defendeu a redução da verba, obrigando ao adiamento da discussão do orçamento, agendado para 26 do mês passado. Os parlamentares pretendem que sejam retirados da despesa entre 1,18 a 1,45 mil milhões de euros.

No início do debate Parlamentar o Primeiro-Ministro classificou o documento como ambicioso e arrojado, mas explicou que, não obstante esse aspecto, “não deixou de tomar em consideração os riscos” associados ao mesmo, nomeadamente, no que toca “à sustentabilidade do Fundo Petrolífero”.

Taur Matan Ruak tentou desdramatizar as preocupações manifestadas, pelos deputados, sobre o impacto do levantamento do Fundo Petrolífero, recorrendo ao facto de a verba ser inferior à inscrita no Orçamento de 2016, em 189 milhões de euros, tendo notado que, na altura, ninguém se manifestara preocupado com a situação.

O Fundo Petrolífero é a principal fonte de receitas do Orçamento Geral do Estado de Timor.

O Chefe do Governo esclareceu que, na elaboração da proposta, predominou “a necessidade de” se “continuar a apostar na realização de investimentos estratégicos”, bem como nos que terão impacto no desenvolvimento local e comunitário.

Com os primeiros, o Executivo pretende tornar sustentável a economia e o futuro do país, enquanto que, para os segundos, estabeleceu, como objectivo, determinante, a “coesão territorial” e a “melhoria das condições de vida” das populações.

Taur Matan Ruak manifestou que não ignora as preocupações dos parlamentares, mas defendeu que “governar implica tomar decisões complexas e difíceis”, na “prossecução do interesse público”.

Até ao momento, as críticas à despesa não tiveram repercussão no que toca à apresentação de propostas de alteração ao Orçamento de Estado.

 

Foto: http://www.parlamento.tl

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