Desde terça-feira que não há táxis em Malabo e Bata, na Guiné Equatorial. Uma paralisação sem precedentes. Os taxistas exigem uma diminuição dos custos administrativos relativos à profissão, num país que é um importante produtor de petróleo a nível mundial. Não se veem capazes de pagar o novo seguro que as autoridades acabam de tornar obrigatório.

No primeiro dia de greve, convocada pelo Sindicato Clandestino de taxistas, os meios de comunicação locais falavam da intervenção da polícia contra os grevistas. Alguns acabaram detidos e agredidos pelas autoridades policiais. 

O ministro do Interior recusa dialogar com os grevistas que apelida de "delinquentes e criminosos". Clemente Engonga Nguema Onguene respondeu à greve, quarta-feira, com uma interdição de circulação de táxis em todo o território nacional durante 72 horas. Para voltarem a circular, e de acordo com o ministro, os táxistas têm de pedir “uma autorização especial de circulação”.

Apesar das receitas do petróleo o país vive uma grave crise. O presidente da Guiné Equatorial, a sua família e círculo de amigos são acusados, por organizações não-governamentais locais e internacionais, e por governos de outros países, de crimes como desvio de fundos públicos, branqueamento de capitais e desrespeito pelos Direitos Humanos e liberdade de expressão.

 

(Foto: @ToddRoy)

 

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