A maior parte das famílias que viviam na lixeira do Hulene, próximo de Maputo, em Moçambique, e que desabou em fevereiro, estão a viver em casas arrendadas. A informação é da porta-voz do Conselho de Ministros moçambicano, Ana Comoana, que acrescenta que apenas sete permanecem em centros de acolhimento.

Esta situação levou o executivo a encerrar os dois centros de acolhimento que tinham sido criados para albergar as 212 famílias que viviam no local.

A situação das famílias é ainda temporária. O executivo, e segundo a mesma fonte, entregou, a cada uma delas 31 mil meticais, cerca de 438 euros, valor que permite pagar as rendas das casas durante três meses. O governo procura uma solução definitiva para a situação. 

O desabamento de parte da lixeira do Hulene (com altura de um edifício de três andares), a 19 de fevereiro, provocou 16 mortos, sete deles crianças, pessoas que estavam e que viviam nas casas que ficaram soterradas. A situação era esperada há vários anos e denunciada por organizações não-governamentais. Foram as fortes chuvas, que se fizeram sentir na altura, que levaram à tragédia.

No início de março, o executivo moçambicano anunciou a retirada de 1750 famílias das imediações desta lixeira. São famílias pobres cujo sustento sai da maior lixeira da capital moçambicana que deverá ser encerrada, definitivamente, não se sabe quando, já que a operação é estimada em quase 90 milhões de euros.

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